quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Venezuela: pode um Parlamento ser suspenso?

Segundo consta, a ala de Nicolas Maduro recusa-se a cumprir as decisões do Parlamento, considerando que "legalmente, a Assembleia Nacional não existe".

Já o Presidente da Assembleia Nacional venezuelana pretende deslocar-se a Washington para forçar a aplicação de medidas da Carta Democrática Interamericana à Venezuela.


Disse-o para apoiar a suspensão das instituições que se vinham a afirmar como garantes da ainda jovem democracia da Rússia pós-URSS em favor da concentração de poderes em Boris Ieltsin, com o objectivo de acelerar a privatização dos activos públicos e a posterior dependência da economia russa de terceiros.


O que mudou, entretanto? Qual é o critério para que os tempos sejam excepcionais? Por uma questão de coerência, não fará sentido que Washington apoie a decisão de Maduro de suspender o Parlamento? Ou vai-se insistir na aplicação de sanções que afectam direitos básicos da população? Até onde irá a ingerência?

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