quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Mariano Rajoy e a independência da Catalunha: o retrato dos líderes políticos europeus contemporâneos

Daria vontade de rir se não fosse triste assistir a um Chefe de Governo de um país desenvolvido expressar toda a sua ignorância e desconhecimento relativamente à Constituição e à lei vigente no país, como fez Mariano Rajoy durante uma entrevista à Onda Cero, no passado dia 22 de Setembro.

Não se pede que a classe política saiba o ordenamento jurídico completo do seu país de cor e salteado. Mas exige-se que, pelo menos, não se digam disparates ou falsidades a bem das bandeiras que defendem. Rajoy podia ter dito simplesmente que a questão da manutenção da nacionalidade espanhola e da cidadania europeia pelos catalães teria de ser revista, podia manter-se evasivo, mas jamais podia ser imperativo ao afirmar que a perdem automaticamente por adoptarem a nacionalidade catalã.

Acabou por cair no ridículo, deu um tiro no pé e só ajudou a reforçar a campanha secessionista catalã.

Este episódio ilustra aquilo que são os líderes políticos europeus da actualidade: ignorantes, precipitados, vazios, básicos, vêem uma realidade que mais ninguém vê e defendem argumentos sem qualquer sustentação racional ou legal, mas ditos plenos de convicção para ganhar a aceitação dos tolos séquitos que votam neles. Por isso mesmo, os países europeus são o que são: uma mão cheia de nada que segue cegamente a corrente dominante, preferem ser comandados por outros do que comandar - o que se compreende, porque são liderados por ignorantes que não sabem como fazê-lo.

Normalmente, costumam estar bem acompanhados de jornalistas extremamente simpáticos que não estão interessados em explorar as lacunas deles - se se mantiverem mais ou menos alinhados talvez nunca comprometam as suas aspirações pessoais e profissionais. Felizmente, Carlos Alsina não pensou da mesma maneira.

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