sexta-feira, 24 de abril de 2015

Respeito pelos arménios exterminados

Cumprem-se hoje os 100 anos do genocídio cometido pelo Império Otomano contra um número indeterminado de arménios mas que se estima rondarem os 600 mil e os 1,5 milhões.

A Turquia é um país cheio de virtudes e a insistente negação do genocídio só mancha a sua reputação. Julgo que está mais que na hora de Istambul se reconciliar com um passado que já não corresponde aos valores que professa (ou, pelo menos, não deve) no presente. Negar cegamente até ao fim algo que não faz parte da história da Turquia contemporânea não faz sentido. Ataturk fez o mais difícil: projectar a Turquia para uma nova era de evolução que não se compadece com a negação de algo que todos sabem que aconteceu.

E, pergunto eu, porque é que Israel, que supostamente devia ser sensível a estes assuntos, mantém o silêncio sobre o genocídio otomano contra os arménios?

E porque é que Putin fez questão de participar na cerimónia em Erevan e de provocar a ira sobre os turcos?

Erdogan tem de ter cuidado com as amizades que faz e com as que devia fazer e não faz.

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