quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Charlie Hebdo: um filme indigno de Oscar?

Esta história do Charlie Hebdo parece, cada vez mais, um filme de cinema, senão vejamos:
- Dois irmãos cometem um ataque contra os elementos de uma publicação satírica e atentam contra a liberdade de expressão;
- Eram muçulmanos;
- Terão alegado ser da Al-Qaeda no Iémen quando não existe Al-Qaeda no Iémen mas sim Al-Qaeda na Península Arábica, mas tiveram treino na Síria (mais tarde já era no Iémen) onde se encontra o ISIS (que, por sua vez, tinha Coulibaly a representá-lo ainda que Al-Qaeda e ISIS sejam assumidamente rivais);
- Curiosamente, tudo isto sucede exactamente no mesmo dia em que é lançado o livro "Soumission", de Michel Houellebecq, um romance que prevê a eleição de um Presidente muçulmano, em França, em 2022;
- Os autores do atentado deixam um documento de identificação perdido no carro (é bom saber que os terroristas andam sempre documentados e cumprem a lei)… tal como aconteceu no 9/11, a França tem o seu 1/7 onde também encontram documentos de identificação dos perpetradores;
- O ataque foi tão bem preparado que os terroristas "enganaram-se" na porta do prédio onde estava a publicação (erro entre o n.º 6 e o n.º 10), quando o prédio já estava mais que bem referenciado e já tinha sido alvo de ataques no passado;
- A cartoonista que inseriu o código da porta para que os colegas fossem chacinados foi poupada à morte, mesmo sendo cartoonista, mas todos os outros morreram (incluindo funcionários não cartoonistas) - não matavam mulheres, mas mataram uma que estava na reunião da redacção?;
- Neste ataque é abatido um agente da polícia que, por acaso, é muçulmano e agora é usado para aliviar os ataques contra os muçulmanos por ser polícia e vítima.
- Entretanto, é noticiado que a namorada de Coulibaly estava no local do ataque ao supermercado mas conseguiu fugir, mais tarde é avançado que tinha fugido momentos antes e, finalmente, lá são descobertos todos os registos das viagens dela (até imagens vídeo para não deixar dúvidas) e se descobre-se que não está em solo europeu desde dia 2 de Janeiro.
- Claro está que já todos estavam referenciados, mas estavam tão bem referenciados que puderam fazer o que quiseram, quando quiseram e, mesmo sendo próximos, ninguém interceptou Coulibaly (que só actuou 48 horas depois).
- Entretanto, quase miraculosamente, eis que surge um vídeo de Coulibaly - amplamente divulgado e com confissões suficientes para que não restassem dúvidas sobre quem tinha feito o quê e porquê.


Como se já não bastasse….
- Mais emocionante fica esta história quando entra em cena um funcionário (o muçulmano Lassana Bathily) do supermercado, que, qual lista de Schindler, salva, pelo menos, 5 pessoas numa arca frigorífica. Os muçulmanos também podem ser heróis.
- Chegamos à conclusão que os intervenientes são todos judeus e muçulmanos e os outros só morrem.
- Subitamente, os muçulmanos vão ser isolados da restante população prisional e são destacados 5.000 agentes de segurança para todas as escolas judaicas em França (não percebo porque motivo um ataque a um supermercado judaico obriga a protecção das escolas judaicas e porquê apenas as escolas e não todas as outras instituições).

O filme acaba com uma marcha pela paz (realizada a 1/11), muitos vídeos com música melancólica para apelar à lágrima e com uma caneta como símbolo (as pessoas precisam destes símbolos para darem mais vida e mística aos fenómenos).

Não quero com isto dizer que nada aconteceu ou que foi parcial ou totalmente orquestrado, mas há aqui uma série de factos que talvez merecessem reflexão. Até porque dentro de dois meses vamos ter Legislativas em Israel e se houve alguém que ganhou com isto tudo, esse alguém foi Netanyahu.

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