quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Durão de Aragão

Há muitos, muitos anos, os monarcas de Portugal, Castela, Aragão, entre outros reinos, «arranjavam» casamentos entre os seus filhos com um único objectivo: garantirem alianças entre os reinos dos noivos e defenderem, desta maneira, os seus interesses geoestratégicos.

Hoje, algumas famílias «de bem» fazem a mesma coisa. O problema é que o resultado conseguido por vezes não é o desejado. E, neste sentido, o casamento de D. Manuel I com Isabel de Aragão foi um dos mais desastrosos da história dado o envolvimento de Portugal na inquisição e a expulsão de judeus que deixou o País num nível de tal forma crítico que só seria ligeiramente corrigido com a defenestração de um tal Miguel de Vasconcelos por servir o invasor espanhol.

E por falar em portugueses que alienam o país a terceiros, a coroação de Durão Barroso em Espanha tem como fundamento o mesmo que se tinha antigamente: dar a benção a um casamento com os vizinhos portugueses para garantir a protecção dos seus interesses. Este prémio é uma espécie de carta de recomendação aos portugueses para que Durão Barroso chegue à Presidência.

Um indivíduo como Durão Barroso interessa a muita gente (Espanha, Alemanha, França, etc). Curiosamente, não interessa nada aos portugueses.

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