sábado, 25 de janeiro de 2014

A (falta de) diplomacia de John Kerry

Todos conhecem o célebre cartaz de propaganda de guerra com o Uncle Sam a apontar um dedo em direcção dos norte-americanos que pretende atrair para as Forças Armadas. É uma imagem icónica, ao contrário do comportamento de John Kerry, que também tem o feio hábito de apontar o dedo em direcção a terceiros enquanto fala.


Além de irritante, este péssimo hábito de apontar o dedo ilustra, na linguagem corporal, uma tentativa de enfatizar a sua posição, de se sobrepor ao outro, e traduz arrogância, um comportamento de confronto, agressivo e ditatorial. Conforme é sabido, é frequente vermos este tipo de comportamento de um adulto para com uma criança, mas é inaceitável entre adultos por constituir uma tentativa de inferiorização daquele que vê um dedo apontado a si. O dedo apontado representa também falta de auto-controlo e é também associado a pessoas com a necessidade de controlarem ou manipularem os outros. No fundo, estamos a falar de um rufia (bully) que aponta uma arma a um terceiro querendo intimidá-lo e forçá-lo a seguir o que diz.

John Kerry representa tudo isto. De facto, ilustra o comportamento da (falta de) diplomacia norte-americana em matéria de política externa: «eu quero, posso, faço e mando e tu vais obedecer». Só isto justifica as ordens dadas a Bashar al-Assad para que se afaste do poder. E só isto justifica o comportamento deplorável de John Kerry quando fala com terceiros. Não há ninguém com eles no sítio que lhe dê uma palmada na mão ou o mande baixar o dedo?

A falar com Rand Paul

Com o MNE dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan (Genebra 2)

Com Ban Ki-Moon (Genebra 2)

Sem comentários: