sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Portugal novamente fustigado pela União Europeia

Não são notícia para ninguém as consequências devastadoras que a austeridade está a causar em Portugal. O pior cego é aquele que não quer ver. No entanto, uma coisa (grave) é implementar medidas de austeridade que depois são agravadas pelos Governos nacionais, outra bem diferente é a União Europeia, Prémio Nobel da Paz em 2012, ser de tal forma sádica ao ponto de insistir no sofrimento dos Países que estão sob resgate para além de tudo o que já tiveram de suportar.

Só assim se explica que a Comissão do "Desenvolvimento" Regional do Parlamento Europeu tenha rejeitado ontem uma proposta do Eurodeputado Rui Tavares e que tinha como objectivo incluir Portugal (e ainda Irlanda, Chipre e Grécia) na lista de países beneficiados por fundos contra o desemprego jovem. O motivo da rejeição é simples: a atribuição dos apoios, em exclusivo, a Espanha, Itália e França, o que o Eurodeputado vê (e bem) como «uma forma de os compensar pelo Reino Unido ter saído do Acordo sobre o Quadro Financeiro Plurianual da UE».

Um outro facto que denota a ausência de pudor das instituições europeias no ataque ao sector público dos Estados mais frágeis prende-se com a denúncia da Eurodeputada Marisa Matias das declarações de Servaas Deroose, representante da Comissão Europeia, que afirmou de forma clara que o objectivo dos programas da troika têm como objectivo «transferir de um sector público muito pesado para um sector privado». Há maior confissão de delapidação dos bens públicos do que esta?


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