quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Conselho de Direitos Humanos da ONU ou casa de correcção?

É impressão minha ou isto do Conselho de Direitos Humanos da ONU é uma espécie de casa de correcção onde crianças mal comportadas vão passar uma temporada valente como última tentativa de serem recuperadas para a sociedade, vulgo Comunidade Internacional? Afinal, aquela sala escondida das instalações da ONU (em Nova Iorque) que os senhores que fazem visitas guiadas diziam estar em obras - motivo pelo qual ninguém podia entrar -, é, na verdade, o espaço onde estes miúdos vão ser submetidos a programas curriculares intensivos (mas altamente pedagógicos) e a carga horária violenta para crianças tão imaturas.

Ainda não foi tornado público, mas, segundo consegui apurar, o plano de actividades diário inclui xaropadas, logo pela manhã, de documentários sobre Malala Yousafzai, Birtukan Mideksa e as Damas de Branco; seguem-se 90 minutos de Mutilações e Genocídio I, e, antes do almoço, 30 minutos de Educação Física direccionada aos Trabalhos Forçados - que será uma gamela de arroz com meia fatia de pão bolorento e um copo com água do Lago Vitória com uma palhinha com filtro para purificar a água. De tarde, inicia-se o módulo de Manifestações em Praças Públicas; segue-se Navegação em Motores de Busca e Redes Sociais e Tecnologias de Informação, dadas pelo Prof. Asange, em videoconferência; finalmente, encerra-se o dia com Direito Constitucional e Políticas Públicas Ocidentais - pois neste colégio vigora o universalismo ético - e terminam todos com Meditação sobre um pensamento do Dalai Lama.

O uniforme destes alunos já está definido e deve ser colocado no módulo curricular Transformismo e Políticas Femininas, que tem lugar ainda antes de tocar para o início das aulas: mini-saia cor-de-rosa, saltos altos e muita maquilhagem. Para casa, os miúdos levam como deveres escrever 100 vezes no caderno «não vou mais chacinar os meus pares», «a oposição pode dizer o que quiser», entre outras frases que após tantas vezes repetidas passam a ser assimiladas pelos garotos. Ainda não se sabe quem será o Professor responsável pela turma, mas sabe-se que a Professora de Penilhos (Mértola) poderá estar disponível (com e sem aspas) muito brevemente.

Só isto tudo pode justificar que países como Rússia, China, Cuba, Arábia Saudita, Argélia, Vietname, África do Sul e Marrocos tenham sido integrados no Conselho de Direitos Humanos da ONU. E que Síria e Irão estivessem interessados numa vaga, que não conseguiram porque o Conselho de Direitos Humanos da ONU funciona com base nos mesmos princípios dos colégios portugueses: turmas pequenas e apenas disponíveis para quem tem dinheiro. Aliás, terá sido a falta de meios que impossibilitou Angola e a Coreia do Norte de integrarem esta turma. Nada que o cheque-ensino do Crato não resolva.

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