sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Luís Filipe Menezes: tudo ou nada pelo Porto?

Faz-me sempre alguma confusão como é possível que populistas como Luís Filipe Menezes - que dedicou a sua campanha a dar febras e música de Quim Barreiros em detrimento de propostas para a cidade - consigam atingir os dois dígitos em qualquer acto eleitoral que seja. No fundo, não devia fazer. Portugal é um País composto por muitos seguidistas e ignorantes e este é o resultado natural das coisas.

Contudo, mesmo para esses aqui está um exemplo do carácter de Menezes: tem muito pouco e só pensa nele. Um candidato tem de estar preparado para qualquer resultado: vitória, derrota ou uma tareia à moda antiga. E quem lidera um projecto não se pode comportar como menino mimado e só aceitar dar a cara se ganhar e se não ganhar amua, atira o tabuleiro ao ar e vai-se embora.

Quando leio que Menezes vai renunciar ao seu mandato como vereador à Câmara Municipal do Porto só porque perdeu (e bem) não consigo deixar de ficar incomodado, mais não seja porque esta espécie de político não vale 1 cêntimo de euro, tem muito mau de perder e não respeita quem votou nele - em abono da verdade, quem vota num populista não se dá muito ao respeito. Pensando bem, talvez devessemos ter uma lei que obrigasse o candidato a assumir o mandato até ao fim, seja qual for o cargo, sob pena de ficar inibido de se candidatar a qualquer órgão político durante o período de 10 anos. Esta gente tem de honrar os compromissos que assume, mesmo quando perde.

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