segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Almada: onde está a ECALMA quando se precisa dela?

Muito já se disse sobre a ECALMA. Muito provavelmente, quase tudo o que se disse desta empresa municipal é mau. Nas últimas autárquicas houve propostas para o destino da ECALMA que se enquadram em todos os gostos: do PS, que propunha mais pedagogia, ao PSD, que propunha a sua extinção, passando pelo CDS, que ia mais longe e extinguia a ECALMA e os parquímetros, e pela CDU, que nada dizia. No caso comunista, não é para menos. Estas empresas servem para o Partido poder empregar os seus boys e os renegados comunistas de outros municípios.

Se eu tivesse sido candidato apresentaria a proposta que julgo ser a mais equilibrada e que poderia facilmente cumprir, mantendo-me em linha com o que sempre defendi: a continuação da ECALMA e a extinção dos parquímetros. A ECALMA deve servir para garantir o cumprimento das regras de trânsito em matéria de estacionamento e não enriquecer à custa da necessidade alheia de ter de estacionar a viatura que se utiliza, uma vez que a rede de transportes do município é manifestamente deficiente e insuficiente, e consequente pagamento de uma taxa por não se ter outra alternativa. O que a ECALMA faz é cumprir as directrizes da Câmara comunista que não são mais do que usura dada a tal necessidade alheia que não se pode evitar. Vou mais longe. O sistema de parquímetros existente em Almada assemelha-se ao sistema de checkpoints implantado por grupos rebeldes no continente africano: quem quiser passar por um determinado ponto tem de pagar uma propina. Em Almada é igual. Quem quiser parar nesta cidade ou na Costa da Caparica tem de pagar também. Ou isso ou aparecem imediatamente os guerrilheiros a confiscarem bens com a mesma motivação com que o Partido Comunista e respectivos aliados confiscavam bens e nacionalizavam terrenos no pós-25 de Abril.

Como referi, defendo uma ECALMA cujo raio de acção não passe pela política de parquímetro e consequente bloqueio de viaturas e autuação dos condutores. Defendo uma ECALMA que garanta o cumprimento de regras de trânsito como estacionamento em segunda fila, em zonas de estacionamento proibido, nas passadeiras ou em cima de passeios. Aliás, a demonstração clara da má fé da ECALMA na sua actuação e do Partido Comunista na forma como conduz esta empresa municipal é por demais evidente quando todo o concelho vê o entusiasmo com que controlam os bilhetes nos tabliês dos automóveis. E perseguem automobilistas ao mesmo tempo que ignoram aquilo para que servem: fazer cumprir o Código de Estrada em matéria de estacionamento. Só assim se explica que todos os dias, sem excepção, esta seja a realidade do concelho:

Na Alameda de Guerra Junqueiro, Feijó, os carros estão no passeio e os peões circulam na estrada

Parece um stand na via pública, mas não, são automóveis a ocuparem a via calcetada e reservada aos peões


Onde está a ECALMA quando mais se precisa dela? Provavelmente está a extorquir o munícipe que não depositou moedas para garantir o pagamento de salários à empresa. Entretanto, os carros continuam em segunda fila, em cima de passadeiras, em estacionamento proibido e em cima dos passeios.

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