sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Autárquicas'2013: balanço final de campanha

Encerra hoje a campanha eleitoral para as autárquicas. Em Almada, as várias candidaturas tiveram prestações distintas, permitindo distinguir 5 grupos:
  • O pelotão da frente com os candidatos ao título, CDU e PS, que fizeram uma forte aposta na propaganda de rua, nas acções de campanha junto instituições e no contacto directo com eleitores, percorrendo todo o concelho;
  • O outsider e imprevisível PSD, que poderá espreitar uma surpresa, com investimento mais baixo em matéria de propaganda, mas muito interessante e concebido, o qual foi acompanhado por diversas acções de rua e junto a instituições de Almada;
  • A luta pela manutenção/sobrevivência, entre BE e CDS-PP, que dão o possível para, pelo menos, manterem a votação de 2009 e não desaparecerem do mapa político municipal, dispondo de propaganda mais limitada e poucas acções de campanha junto dos eleitores;
  • A luta pela promoção, protagonizada pelo PCTP/MRPP, que procura obter uma votação que lhe permita reconquistar mandatos nos órgãos autárquicos, tendo feito uma aposta interessante em propaganda de rua e tendo ainda várias acções de campanha;
  • A luta pela dignidade, com o PAN, que, nesta sua estreia em eleições autárquicas, em Almada, procura ter um resultado que permita acalentar outras ambições em futuras eleições, apesar de se desconhecer propaganda e acções de campanha - o que não significa que não tenham acontecido.


Considerando os programas eleitorais conhecidos, destacámos e avaliámos genericamente cada área de cada programa eleitoral conhecido, e em que matérias as listas demonstram ser mais e menos capazes, finalizando com uma referência à credibilidade de cada programa anunciado tendo em conta a exequibilidade:









Prometer é fácil, mas tem de haver um mínimo noção de como funciona uma autarquia. A tentação para se prometer o Paraíso é grande. Afinal, já foi tentado um pouco de tudo para derrubar a CDU, que se tem mantido firme à frente do concelho. Já aqui tivemos candidatos que era/foram/são deputados, membros de anteriores Governos, personalidades mais ou menos conhecidas e programas mais ou menos ambiciosos. Nada funcionou. Não obstante, desta vez a CDU tem uma tarefa mais difícil do que parece. Afinal, trata-se de uma sucessão a uma personalidade que marcou a política almadense durante quase três décadas.

Relativamente ao PS, acreditamos que fez a aposta certa no candidato, mas a campanha fica aquém do desejado quer em matéria de propaganda, quer de programa eleitoral e forma como o mesmo foi promovido. Sabe-se que a CDU não facilita, tem a máquina muito bem oleada, mantém a estrutura de gestões anteriores e o PS, se quiser disputar estas eleições de igual para igual, tem de fazer uma campanha imaculada. Não foi isso que aconteceu, apesar do potencial que todos sabemos que tem. Não basta ter momentos, ainda que mais altos que baixos. É preciso elevar a fasquia e mantê-la ao mais alto nível até ao fim, com muito rigor e sem dar margem de manobra ao adversário. O PS, no nosso entender, facilitou.

Por estes motivos, poderá estar em vista nova vitória da CDU, em Almada, no próximo dia 29 de Setembro de 2013, e poderá vislumbrar-se uma surpresa na candidatura do PSD, liderada por António Neves, embora dúvidas subsistam relativamente à magnitude dessa surpresa.

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