terça-feira, 27 de agosto de 2013

Ofensiva iminente contra a Síria

Quando...

... os EUA, liderados por um Prémio Nobel da Paz, afirmam que Bashar Al-Assad usou armas químicas e que isto é «inegável» e «indesculpável»,



... o chefe da diplomacia britânica, William Hague, assume a hipótese de atacar a Síria sem necessidade de obter consenso no Conselho de Segurança da ONU,

... David Cameron apela a que haja uma resposta da Comunidade Internacional,

... se Bashar Al-Assad recusa investigações da ONU, é porque tem algo a esconder, mas quando as permite tal autorização é desacreditada, dizendo-se que «é demasiado tarde porque as provas podem ter sido destruídas»,

... fragatas da Marinha norte-americana posicionam-se de forma a poderem dirigir ataques à Síria,

... altas patentes militares de EUA, Reino Unido, França, Itália, Canadá, Qatar, Turquia e Arábia Saudita reuniram-se na Jordânia, no passado domingo,

... e uma «decisão» sobre a Síria deverá ser tomada nos próximos dias...

... restam muito poucas dúvidas de que a ofensiva está preparada para breve. Uma ofensiva sustentada em motivações meramente geopolíticas e falsas, esperando-se - no sentido de fé e não tanto de certeza - que a Rússia e outros parceiros da Síria, incluindo o Irão, façam justiça por linhas tortas.

Se Portugal apoiar uma iniciativa militar na Síria, talvez seja o suficiente para ajudar a aliviar a má imagem que Rui Machete tem junto dos EUA, mas pouco mais do que isso. Esta campanha contra o regime de Bashar Al-assad apenas serve para levar ao poder entidades extremistas que decapitam e atacam localidades com cristãos ao mesmo tempo que juram fidelidade à Al-Qaeda e não só não garantirão a transição para da Síria para a democracia como ainda são passíveis de agravar a instabilidade regional.

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