quinta-feira, 29 de agosto de 2013

E os militares, Pedro Santana Lopes?

Admiro Pedro Santana Lopes, mas acho infelizes as suas declarações a propósito do despedimento de funcionários públicos. Segundo nos é noticiado, Pedro Santana Lopes disse «considero mais justo reduzir nos efectivos do Estado, com os devidos acordos com cada pessoa, do que reduzir nas prestações sociais, nomeadamente em relação àqueles que mais precisam e menos têm».

Acho estas declarações infelizes porque são demasiado redutoras e demagógicas, querendo fazer crer que se o Estado não garantir prestações sociais se deverá ao facto de ter funcionários nos seus quadros, sem mais nenhum tipo de despesa, quando não é verdade. Eu pergunto a Pedro Santana Lopes: para quando se deixam os funcionários públicos em paz e se apontam baterias aos militares? Sim, os que não têm promoções congeladas e ainda há pouco mais de um mês se aproveitaram disso mesmo? Sim, aqueles que têm um sistema de saúde com condições mais favoráveis que a ADSE, que têm apoios sociais e benefícios em bancos e outras entidades, que têm instalações hospitalares próprias, que têm o vencimento principesco que todos conhecemos - chegar a Coronel qualquer um chega - e os horários de trabalho e as funções que todos nós conhecemos!

Quando começam a cortar nestes?

Sem comentários: