terça-feira, 26 de março de 2013

Chipre: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Trabalho brilhante o da União Europeia e de Chipre - coitados, tomar decisões sob coacção não deve ser muito fácil - com o acordo relativamente à taxa de 30% sobre depósitos bancários superiores a €100.000.


Com a oficialização do saque, as classes média-alta, alta e empresarial ganharam um novo motivo para seguirem o exemplo de Soares dos Santos e transferirem sede, actividade e fundos para países como a Holanda. Já não apenas por motivos fiscais, mas também de liquidez.

Mais, a Holanda está a fazer um excelente trabalho. Jeroen Dijsselbloem conseguiu queimar Chipre, alguns outros paraísos fiscais e centros financeiros, procurando concentrar a credibilidade das offshores europeias na Holanda.

No entanto, importa perguntar: quem serão os próximos alvos? Basta pensar nos principais centros de lavagem de dinheiro que vivem uma situação já de si não muito confortável e que, com esta medida de Chipre e aviso descarado de alastramento, poderá por na linha de tiro Malta e, mais importante ainda, o Luxemburgo.

Mas não são os únicos. Até no Butão se conhece a dívida externa Suíça, assustadora, por sinal.

No meio disto tudo, há um destino que ainda oferece alguma confiança, pelos mais variados motivos, mas também por ter uma economia versátil e que não se centra na finança: a Noruega. Se Isaltino pudesse voltar atrás, talvez não tivesse sido má ideia enviar um sobrinho para a Noruega onde podia ser taxista em Oslo.

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