terça-feira, 20 de novembro de 2012

Reflexo de todo um país no futebol

Foi realizado há instantes o sorteio dos 1/8 de final da Taça de Portugal. O jogo do Benfica é contra Caldas/Operário/Coimbrões/Aves. Ena, 4 equipas para jogarem contra o Benfica... ou será que falta explicar alguma coisa? Sim, falta.

Dada a forma deficiente e complexa como funcionam os órgãos da Federação Portuguesa de Futebol, se o Benfica disputar a sua eliminatória em 2014 vai ser um milagre. Tudo porque encontra-se em apreciação há mais de 2 meses o caso de um alegado uso irregular do guarda-redes do Operário no jogo da 2.ª eliminatória contra o Caldas. Segundo a queixa apresentada pelos últimos, o guarda-redes ainda cumpria um jogo de castigo por uma expulsão num jogo de pré-época que o Operário considerou tratar-se de um jogo oficial. Assim, uma situação que parece ser de simples decisão e para cuja resolução devia ser suficiente uma consulta aos próprios regulamentos durante cerca de meia-hora, promete continuar a arrastar-se durante mais tempo e, graças aos atrasos incompreensíveis, já produz efeitos (lesivos) na época de 4 clubes. Hoje foi sorteado o 5.º, o Benfica.

Agora, não vai ser só suficiente a decisão relativamente ao Operário-Caldas. O Benfica já não disputa o seu jogo a 2 de Dezembro, conforme previsto, e poderá correr o risco de disputá-lo numa altura decisiva da temporada dado que após a resolução do primeiro caso, ainda falta que uma das equipas visadas jogue contra o Coimbrões e o vencedor desse jogo terá ainda de jogar contra o Aves. Só a seguir se disputa o jogo com o Benfica.

Isto não é só o triste caso de uma federação desportiva, é também o reflexo de um país, burocrático, excessivamente legalista e sem mecanismos de fiscalização que acelerem aquilo que a incompetência de muitos faz questão de atrasar.

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