sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Despedimento de 50% dos funcionários públicos contratados a prazo



Eu bati palmas e aplaudi este discurso inúmeras vezes. Fazia sentido.

Hoje sou confrontado com a notícia que diz que a maioria votou a favor do corte de mais de 50% nos contratados na Função Pública. Até então, ouvi inúmeras vezes que se pretende aproximar o sector público do sector privado. Depois de saber que os deputados do CDS votaram a favor deste corte, pergunto: que é que querem, que as pessoas vão para o desemprego? Faz sentido despedir pessoas? Não existem outros alvos passíveis de reduzirem a despesa pública? Porque motivo se promove a extensão dos contratos a prazo no privado e no sector público despede-se?

Infelizmente, insiste-se em atacar os funcionários públicos como se fossem meliantes que recebem verbas do Estado, como se não fossem trabalhadores tão dignos e dedicados como muitos no sector privado. Lamento esta perseguição e todos os mitos promovidos contra a Função Pública. Na verdade, a Função Pública é vítima de uma política de apartheid e não tem ninguém que a defenda.

Quem trabalha no privado, ou nunca trabalhou no sector público, pode continuar a diabolizar a Função Pública. Talvez quando forem permitidos despedimentos apenas com base em «motivo atendível» se possam indignar como começaram a indignar-se quando foi anunciado que os cortes nos subsídios também os atingirá em 2013.

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