quinta-feira, 16 de agosto de 2012

África do Sul regressa às tradições do Apartheid

Quem não se recordar das várias acções de protesto popular durante o período do Apartheid, e até dos casos de violência pré-eleitoral em 1994, que ficaram caracterizadas pela alta repressão policial e pela morte de centenas de pessoas, agora tem uma nova oportunidade para recordar o contexto da época. Falo da África do Sul, este fabuloso país promovido como exemplo de democraticidade, boa governança, paz e multiculturalismo, enfim, um verdadeiro rainbow country, e que decidiu regressar às práticas tradicionais dos tempos do Apartheid, o período mais negro da história do país, hoje tão fortemente censurado pelo grosso da Humanidade.

Segundo nos noticiam os diversos órgãos de comunicação social, a greve dos mineiros motivou uma reacção «musculada» das forças de segurança, que abriram fogo sobre os trabalhadores e provocaram, até ao momento, pelo menos 18 mortos. Alegadamente, a perpetuação das greves dos trabalhadores do sector é o resultado de um aumento das reivindicações como consequência do aparecimento de um sindicato supostamente mais radical que o anterior que negociara as condições com as empresas. Muitos dizem que a acção policial se justifica porque os mineiros estarão a reivindicar condições difíceis de satisfazer. O problema é que até 1994 muitas eram as vozes que também diziam que a acção policial se justificava contra os negros porque os «"pretinhos" reivindicam condições difíceis de satisfazer» como... terem acesso aos mesmos direitos e deveres dos brancos.

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