sexta-feira, 27 de abril de 2012

Nova Biblioteca Municipal de Caparica: falta tudo à CDU.

A CDU/Almada baptizou a nova Biblioteca Municipal de Caparica com o nome de uma falecida militante comunista sem qualquer grau de afinidade ao concelho: Maria Lamas. A imparcialidade e a isenção são valores que fazem espécie a uma Câmara comunista já há muito ultrapassada pelo tempo e pela falta de novos valores que contribuam para a renovação do partido e da própria ideologia. Afinal, a falta de criatividade e de personalidades válidas é tal que, em Almada, Maria Lamas já dá o nome a duas (2) ruas e a uma Travessa. Erigir um busto a D. Sancho I (que atribuiu um foral a Almada), como sugeriu o CDS-PP, isso é que está fora de hipótese! Exaltar uma personalidade comunista, sempre! Fica a sensação que Almada não tem nenhum nome ilustre e não comunista que mereça uma justa homenagem, mas, por acaso, até tem... e muitas. Eu dou uma borla: Bulhão Pato, que residiu e morreu na Caparica, freguesia que acolhe a biblioteca.

Na verdade, é uma sorte não atribuírem os nomes de Alves Redol ou Bento Gonçalves ao mais recente bloco de betão edificado no concelho que substitui espaços verdes. Aliás, também aqui se nota a falta de criatividade comunista: será que não se consegue dar um ar mais alegre às construções, atribuindo-lhes um ar mais leve e diferente do cinzento-betão que caracteriza as obras do concelho? Até nisto a obra da CDU em Almada se destaca pela negativa: além de outras, conseguiram destruir as míticas Praça do M.F.A. e Praça Gil Vicente (fonte luminosa) como as conhecíamos, bem como a rotunda Filipa D'Água (Caparica) - as três eram espaços relvados ou semi-relvados - para elevarem duas estações de metro 100% cinzentas e um mamarracho que envergonha a indústria naval feito por um escultor que muito tem lucrado à custa de «obras» com ferro velho para o município: José Aurélio.

Actualmente, Almada é um concelho amorfo, extremamente dependente das receitas do Estado, dos munícipes e dos fundos europeus, que desconhece o turismo enquanto factor de desenvolvimento e gerador de receitas e insiste em promover ideais ultrapassados, perdidos no tempo. Almada precisa, urgentemente, de ideias, precisa de cor, precisa de isenção e, mais importante, precisa de uma nova geração que saiba gerir uma Câmara Municipal desta envergadura e adequá-la ao século XXI, apostando no desenvolvimento sustentado do município.

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