sábado, 21 de abril de 2012

A Câmara Municipal de Almada e o 25 de Abril: dos custos para os munícipes

Com a aproximação do 38.º aniversário do 25 de Abril, não deixa de ser interessante a valoração que cada um dá à efeméride. Não querendo entrar em discussões político-ideológicas que não levam a lado nenhum e não insistindo naquilo que toda a gente sabe relativamente à forma como a Câmara Municipal de Almada (não) cumpre os princípios abrileiros, será pertinente expor a verdadeira valoração que o 25 de Abril tem para o município (ainda) comunista e a forma como tal se expressa em moeda corrente em Portugal - aliás, a única  valoração dada pela CDU à efeméride.

Neste quadro, eis que temos os seguintes ajustes directos:
  • Celebração de um contrato para produção de um «espectáculo musical no âmbito das comemorações do 38.º aniversário do 25 de Abril», com a empresa «Radar dos Sons - Produções culturais, Lda», no valor de €40.500,00;
  • Celebração de um contrato para produção de «espectáculo piromusical das comemorações do 25 de Abril», com a empresa «Macedos Pirotecnia, Lda.», no valor de €14,043,00;
  • Celebração de um contrato para «produção artística e técnica dos espectáculos comemorativos do 25 de Abril», com a empresa «Vachier & Associados, Lda», no valor de €27.500,00;
  • Celebração de contrato para «inserção de spot promocional  - 38.º aniversário do 25 de Abril de 1974», durante 8 dias, com a RTP, no valor de €7.183,34;
  • Celebração de contrato para «inserção de spot promocional - 38.º aniversário do 25 de Abril de 1974», durante 8 dias, com a TVI, no valor de €7.468,59.

Tudo somado, a CMA paga, no mínimo, €96.694,93 pelas celebrações do 25 de Abril deste ano, sem contar com consumo de electricidade e destacamento de outros meios para este triste espectáculo. O mais curioso é que, apesar da elevada factura que os munícipes pagam, o cartaz nem sequer é nada de especial, é pouco atractivo. Justificam-se estas celebrações de luxo quando o município sente falta de investimentos nas áreas sociais e, insisto, na iluminação pública?

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