segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Presidenciais'2016: Portugal merece mais do que um desertor e um populista.

O tema que abre a semana actual prende-se com as Presidenciais de 2016 e com o possível candidato do PSD à sucessão a Cavaco Silva. Marcelo Rebelo de Sousa, igual a si próprio, tenta queimar o candidato a candidato Durão Barroso, mas também não faz muito esforço para se posicionar na linha de preferência dos social-democratas, pelo contrário, prefere encolher-se, subir ao seu pedestal e atacar tudo o que mexe. Não avança, nem deixa avançar.

O «carisma» de Marcelo Rebelo de Sousa intriga-me. Academicamente, é bom professor, escreve em linguagem acessível e expressa-se com tremenda facilidade, mas não é doutrina e não se lhe conhece o mesmo rigor e valor de outros catedráticos da Clássica do seu tempo. Politicamente, Marcelo Rebelo de Sousa é uma espécie de D. Sebastião: ameaça (há mais de uma década) o seu regresso, numa manhã de nevoeiro, quando o cenário for de terror, para salvar o País, quando a verdade é que todos conhecem um mero comentador de televisão que refastela-se numa cadeira ao mesmo tempo que dá palpites sobre tudo (até sobre futebol e culinária) e anuncia livros que temos sérias dúvidas que sejam efectivamente lidos pelo anunciante. Ou seja, Marcelo Rebelo de Sousa é mais uma espécie de Júlia Pinheiro, numa versão mais aprimorada, com mais bom senso e o triplo dos neurónios. Resumindo: Marcelo Rebelo de Sousa jamais será uma alternativa viável para a Presidência da República. Não tenciono votar em alguém que se refugia na televisão e envia recados a toda a gente ao mesmo tempo que não tem coragem para avançar para o leme por medo de prejudicar a sua imagem. Precisamos de um líder, corajoso, que não o seja quando o pior já passou!

Sobre Durão Barroso, a decisão é relativamente fácil. Como me poderia esquecer dos acontecimentos de 2003 e 2004? Esteve 2 anos no Governo e conseguiu ter dois actos egoístas que contribuíram para o afundamento do País: organizou e participou, de peito cheio, na cimeira das Lajes - com Bush, Blair e Aznar - patrocinando uma guerra inútil, injusta e com base em motivações falsas e ambiciosas de grandes potências, iniciando, aqui, a subserviência gratuita a terceiros; abandonou o País para se promover na União Europeia onde parece ter-se esquecido do que é ser português para apoiar as pretensões dos «grandes» europeus que podiam alimentar as suas ambições pessoais, dando origem a um período de instabilidade política que levaria Sócrates ao poder. Da minha parte, não contem comigo para votar num desertor. O País precisa de alguém com amor à Pátria!

Continuem a trazer outros candidatos a candidatos. Estes não servem e espero que o CDS não ceda à tentação de apoiar qualquer um destes indivíduos. O País merece melhor!

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