domingo, 1 de janeiro de 2012

Câmara de Almada exulta com cumprimento do que é seu dever.


Perante tal quadro, deixo quatro questões à CMA e uma outra isolada:
  • O pagamento atempado de dívidas constitui, infelizmente, uma excepção à regra que caracteriza as actuais relações entre o Estado (poder central e local) e credores. Porém, não será o pagamento de dívidas e o encerramento de exercícios anuais sem saldos negativos um dever elementar de qualquer agente económico (Estado, empresas e famílias)? Será mesmo necessário o louvor público como se de uma façanha ou de um acto de generosidade se tratasse?
  • Para entidade que se regozija com a apresentação da totalidade das suas contas no último dia útil do ano - o que entende poder tratar-se de situação inédita no país -, não seria de bom senso e transparência dar cumprimento ao próprio voto de louvor, disponibilizando ao público o Relatório e Conta de Gerência 2011? Afinal, onde está o mapa da execução orçamental para que os munícipes o possam consultar?
  • Será o executivo camarário um verdadeiro exemplo de gestão eficiente e competente ou algo terá sido sacrificado (e algum dinheiro desperdiçado) para que esse saldo fosse positivo? Não saberemos a resposta a esta pergunta enquanto não forem conhecidas as contas que a CMA diz que publicou.

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