quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A Câmara Municipal de Almada e o fim-de-ano

Cruzava-me no Facebook com a interpelação de uma internauta - desconheço se era munícipe - à Câmara Municipal de Almada (CMA) sobre se ia haver fogo-de-artifício na passagem de ano. O gestor da página da CMA responde «Sim, vai haver à meia noite, em Cacilhas. A partir das 22h e até à 01h30 haverá animação com DJ's da Antena 3.» (cfr. imagem abaixo).


Decidi então investigar quanto custará o fim-de-ano à CMA e eis que me deparo com os seguintes números: 
  • €131.363,50 na aquisição de «munições, explosivos e artifícios» (cfr. inscrição 02.01.03, na p. 14 do Orçamento Municipal para 2001, disponível aqui);
  • €39.000,00 na contratação de serviços de «Animação de espaços públicos no Fim de Ano», à empresa Lusoevents - Produções Multimedia, Lda, o que pode ser igualmente confirmado aqui.

Considerando que parte do fogo-de-artifício adquirido poderá ser utilizado a propósito das celebrações do 25 de Abril - e que o valor orçamentado é, de facto, despendido -, chegamos à conclusão que 3h30m de festa tenderão a custar, aproximadamente, €100.000.

Ora, parece inconcebível que a CMA continue a racionar a iluminação pública por questões de poupança ao mesmo tempo que dedica milhares de euros a festas e celebrações que até poderiam ser realizadas mas a custos menores e com artistas municipais. Basta criatividade e vontade política.

Durante a reunião de discussão do Orçamento Municipal com a Presidente da CMA, o CDS-PP/Almada insistiu que não podem haver reservas à questão da iluminação pública, que afecta a qualidade de vida e a segurança dos munícipes, e acrescentou ainda que o Município tem capacidade para fazer alguns cortes em áreas supérfluas - como os prémios e condecorações - e invista tais verbas na acção social e na mobilidade.

A resposta da CMA a estas propostas foi negativa. Porém resta saber que resposta darão os munícipes em 2013 à actuação da Câmara e aos esforços que o CDS-PP tem feito para melhorar e adequar a gestão camarária aos interesses dos munícipes. Para tal, é preciso que os almadenses se lembrem que «concordar não chega, é preciso votar».

1 comentário:

Anónimo disse...

O Sr é um Ignorante.