quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Portugal deverá ter a maior recessão em 2012: não há pior, nem mesmo a Grécia!

De acordo com a Comissão Europeia, Portugal deverá registar uma recessão de 3% do PIB em 2012, o pior registo da zona Euro. Não há pior, nem mesmo a desgraçada Grécia com os seus 2,8%. Não sei o que entende o Governo português, mas esta notícia é preocupante por dois motivos: o primeiro, porque normalmente estes valores são meramente indicativos e daqui a um ano estaremos, muito possivelmente, a confirmar que o número agora avançado, afinal, ainda é pior; o segundo, porque os gregos têm uma dívida consideravelmente maior do que a portuguesa, enfrentam convulsão política constante e em crescendo, mas, ainda assim, conseguem ter uma economia mais resistente do que a nossa.

Se dúvidas houver, estas notícias esclarecem-nas: o Governo português não tem um plano para estimular a economia nacional e incide as medidas de «crescimento» apenas em cortes na despesa e aumento de impostos, esperando, em vão, que as omeletas apareçam feitas sem ovos. Este Orçamento do Estado é, efectivamente, uma desgraça e ilustra a incapacidade de quem é suposto dirigir-nos: estamos à deriva, a ver para onde o vento nos leva, o Governo não tem soluções, não faz a mínima ideia de quais elas possam ser e só tenta adiar um fim inevitável: a rendição definitiva e controlo total dos nossos destinos por terceiros.

Preparem-se, pois não tarda teremos uma forte campanha de desinformação, segundo a qual nos será dito que temos de caminhar para um projecto de federalismo europeu para poder sair da crise. É falso, não precisamos! «Só» precisamos de políticos capazes e com vontade de fazer política para os portugueses. Somos pouco mais de 10 milhões, temos história, qualificação e os recursos necessários para fazer deste pequeno país um Estado verdadeiramente independente, com uma economia forte, à semelhança do que acontece com países como Singapura. Temos os meios, mas também temos uma população fraca que prefere resguardar-se na «zona de conforto», dando o seu voto aos sujeitos do costume, em vez de mostrar que o verdadeiro poder reside na população.

Sem comentários: