quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Jorge Miranda, a Constituição e o triunvirato: o pai assassinou a filha e sofre pela sua morte.

Numa excelente exposição sobre a validade e eficácia do acordo entre o triunvirato e o Estado português, do ponto de vista constitucional, o Prof. Jorge Miranda manifestou a sua desilusão com o facto de a Constituição parecer não passar, actualmente, de «letra morta».

Muito se estranha a posição de Jorge Miranda, que ainda há seis meses era favorável à «suspensão» de direitos sociais consagrados na Constituição e há menos de um ano entregou um parecer ao Governo para justificar os cortes nos salários, duas medidas ao arrepio da Lei Fundamental. Afinal, a «morte» da Constituição tem, pelo menos, um autor: o seu próprio pai.

2 comentários:

Cosmas Indicopleustes disse...

Parece subverter a ordem natural deste mundo a sobrevivência de um pai a um filho.

Contudo, não há lugar a surpresas. Esta Constituição sempre levou uma vida desregrada. Era tudo para com todos, e dava tudo a todos.

Anónimo disse...

Se Jorge Miranda emitiu pareceres, estes espelham uma situação atual de um país numa União Europeia em crise. As coisas mudam e ainda bem que os lusitanos têm um Jorge Miranda para lhes ensinar uma ética republicana que busque pelo bem comum. Uma pena o meu Brasil não dispor de Jorges Mirandas. ALEXANDRE COUTINHO PAGLIARINI