domingo, 11 de setembro de 2011

A propósito do 11 de Setembro.

Não há paciência para televisões e jornais desde há uma semana até ao dia de hoje: esta é a melhor altura para lançar medidas impopulares pois os órgãos de comunicação social adormecem os portugueses com não notícias e recordações de acontecimentos ocorridos há 10 anos.

Sim, a morte de seres humanos - sobretudo inocentes - é de lamentar e de evitar. Porém, para aqueles que choram e lamentam os cerca de 3.000 mortos do 9/11 como se este fosse o único acto de agressão internacional ocorrido da última década, gostaria de recordar os números das guerras do Iraque, do Afeganistão/Paquistão, publicado pelo Grupo de Estudo Eisenhower, em Junho de 2011:
- 31.741 militares mortos: 9.922 forças de segurança iraquianos, 8.756 afegãos, 3.520 paquistaneses, 1.192 tropas aliadas e os restantes norte-americanos;
- 172.300 (sim, cento e setenta e dois mil e trezentos) civis mortos: 11.700 afegãos, 125.000 iraquianos e 35.600 paquistaneses;
- 168 jornalistas mortos: 18 afegãos, 143 iraquianos e 7 paquistaneses;
- 266 funcionários de ONG mortos: 172 afegãos e 94 iraquianos;
- 7.815.000 (sim, sete milhões oitocentos e quinze mil) refugiados e deslocados internos: 3.315.000 afegãos, 3.500.000 iraquianos e 1.000.000 paquistaneses;

Total: 224.475 mortos, números «conservadores».

Quem chora estas perdas? Quem repara estes danos?

1 comentário:

Persona Naturale disse...

Tens toda a razão, mas não te esqueças k muita gente viu o segundo ataque ao WTC em directo (incluindo eu) e por isso, impressionou e marcou muito. Para todos os efeitos é uma data que nunca se vai esquecer e como tal, vai-se ouvir falar em todos os onzes de Setembro do 11 de Setembro de 2001, os mesmos documentários, as mesmas imagens... É algo que não se pode evitar.

Mas acredita que lamento, obviamente, todas as perdas que falas, mas o 11 de Setembro teve uma grande conotação global, todo o mundo viu em directo e a cores o que se passou, daí as pessoas se sensibilizarem mais com este acontecimento do que com qualquer outro.
Não foi algo que aconteceu e depois horas mais tarde se viu na televisão, foi tudo em tempo real.

Beijinhos