sábado, 3 de setembro de 2011

Paulo Portas, Portugal e a Palestina.

Nem o fundamentalismo do Bloco de Esquerda, nem a parcialidade dos Estados Unidos. Ao dizer «tudo pela Palestina e nada contra Israel», Paulo Portas dá uma prova de bom senso, ponderação e equilíbrio, valores cuja ausência do mundo diplomático contribui para as desigualdades num mundo dominado pelos interesses individuais.
Não se pode defender incondicionalmente quer Palestina, quer Israel. É possível defender os interesses de ambos, isto se estiverem de boa fé, como é natural.

P.S.: Paulo Portas teve um excelente arranque como Ministro dos Negócios Estrangeiros. Não podemos esquecer o périplo por Angola, Moçambique e Brasil e muito menos o facto de Portugal ter sido dos primeiros Estados-Membros da União Europeia a reconhecer o Conselho Nacional de Transição da Líbia. É possível conciliar a independência e a cooperação. Noutros tempos, esperaríamos que decidissem por nós.

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