quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Passos Coelho e a Madeira: Dr. Jekyll and Mr. Hyde.

Pedro Passos Coelho considera que «não seria compreensível que o Primeiro-Ministro (...) se envolvesse na campanha eleitoral da Madeira», afastando, deste modo, a participação em qualquer acção de campanha de Alberto João Jardim. Sei, de fonte normalmente segura, que um contrariado Passos Coelho tinha agendada a presença em, pelo menos, um evento, o qual estaria apontado para o último dia de campanha. Engolir um sapo chamado Alberto João Jardim já fazia parte dos deveres de qualquer líder social-democrata - nenhum teve coragem para arriscar a perda da Madeira para o Partido Socialista.

A declaração de Passos Coelho intriga-me, sobretudo porque o que considero não ser verdadeiramente «compreensível» é o facto de o Primeiro-Ministro entender que «não seria compreensível» que «se envolvesse na campanha eleitoral da Madeira», tentando passar uma imagem de censura pela situação «grave e irregular» que se vive no arquipélago, mas o seu partido patrocinar a candidatura daquele que tornou tudo isto possível! Em que ficamos? O Pedro Passos Coelho Primeiro-Ministro não apoia Alberto João Jardim, mas o PSD liderado por Pedro Passos Coelho, sim. Afinal, no próximo dia 9 de Outubro, quem quiser votar Alberto João vai ter de votar PSD!

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