segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Jesus Cristo mobiliza mais pessoas no Facebook do que qualquer outra entidade.

Tenho para mim o princípio de que notícias cujo tema sejam as redes sociais não são notícias de verdade. Podem complementar uma notícia, por exemplo, para explicar o modus operandi utilizado pelos rebeldes durante a «primavera árabe». Porém, notícias como «temos mais de 200 mil seguidores no Facebook» são, de facto, uma mera prova de gabarolice e não uma notícia que releve.

Porém, acho curiosa a notícia que dá conta que Jesus Cristo mobiliza mais utilizadores no Facebook do que cantores e actores famosos, marcas, equipas de futebol ou programas de televisão. Como se explica isto? Ao contrário de pessoas que não compreendem a religiosidade enquanto característica inata no Ser Humano, como Catarina Martins - a deputada do Bloco de Esquerda que disse «[a]s pessoas viraram-se mais para a Igreja e isso é um retrocesso social» -, vejo, mesmo não sendo crente, a religião enquanto elemento fundamental da nossa sociedade, seja ela o cristianismo, o islamismo, o budismo, ou o simples facto de se acreditar em algo sem se saber muito bem em quê.

O Ser Humano precisa de acreditar que existe algo que lhe é superior e lhe confere esperança para a vida. Já existem até estudos que indicam que aqueles que têm fé têm uma qualidade de vida melhor e maior probabilidade em ultrapassar uma depressão do que os que não crêem. Só por isto a religião já assume uma importância única na sociedade. Mas há mais. Numa altura em que a crise leva ao desespero de muitos, é natural o envolvimento das pessoas com a religião, enquanto forma de acreditar que é possível esquecer os problemas e vencer na vida, seja nesta - de que forma for - ou noutra que um dia chegará. Finalmente, a religião é ainda importante na missão de incutir valores e comportamentos no Ser Humano. É certo que cada pessoa tem o seu carácter e que os crentes não são excepção no que a comportamentos desviantes diz respeito. Ainda assim, acreditem, tal como eu acredito, sem a religião a nossa sociedade seria ainda pior.

Posto isto, não tenho dúvidas que o crescente envolvimento das pessoas com a Igreja não constitui um retrocesso social, antes, isso sim, a prova de que a sociedade continua incapacidade de criar as condições necessárias ao bem estar global. Diz-se que na hora da morte até o ateu pede ajuda a Deus e o aumento do número de pessoas que se viram para a religião (e/ou para a Igreja) atesta isso mesmo: o Homem continua a sentir a necessidade de depender de Algo para o ajudar a ultrapassar as adversidades da vida.

3 comentários:

Tonita disse...

A Fe em Deus e o suporte para a nossa sobrevivencia

Nem tudo Freud explica disse...

Tem toda a razão. Cada vez mais é assim.

Persona Naturale disse...

Amigo, vês pelo meu blog a importância k Deus e Jesus tem para mim. Concordo c tudo o k disseste. Eu sou mto mais feliz sabendo k terei sp a ajuda Dele. Andei uma época afastada da minha fé e digo-te que não andei bem pk é cm tu dizes, é mais fácil entrar em depressão pk n se acredita em nada. Faz falta ao ser humano acreditar em alguma coisa, seja no k for. A religião dd k n seja vivida com fanatismo nc fez mal a niguém. Aliás, os princípios antigos (daquele época que tu gostas tanto, acho k me percebes) ainda permanecem em grd parte devido à Igreja.

Beijinhos