quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Taxa adicional para pessoas singulares e colectivas: 2,5% ou 3% de pouco, é muito pouco.

Por mais que Vítor Gaspar tente mostrar que os mais ricos estão a sofrer na pele as medidas de austeridade - através da criação de uma «taxa adicional de solidariedade», de uma taxa sobre a parte dos lucros que exceda 1,5 milhões de euros, do aumento da tributação das mais-valias imobiliárias e do fim de determinados benefícios fiscais aos últimos dois escalões de IRS -, quando se tira pouco de pouco, o resultado será, inevitavelmente, pouco.
Anunciar quatro medidas, com impacto em três realidades distintas, e mesmo assim esperar arrecadar, apenas, perto de 100 milhões de euros, é, manifestamente, muito pouco para o que precisamos que é, recordo, 78 mil milhões (sim, mil milhões) de euros. Apesar do Ministro das Finanças querer fugir com o rabo à seringa, os impostos sobre património e capitais, a título excepcional, continuam a ser a única solução para poupar os portugueses e garantir que Portugal consegue sair da grave situação em que (ainda) se encontra.

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