quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Extingam o cargo de Representante da República e nomeiem uma Troika da República para a Madeira.

Afinal, o buraco da Madeira é de 500 milhões de euros. Coisa pouca, se considerarmos que é mais do dobro do que era esperado. Lisboa insiste em fechar os olhos, S. Bento assina mais cheques de dívida e São Caetano à Lapa apoia a continuidade, mas Bruxelas denuncia e exorta. Para grandes males, grandes remédios. E a Madeira precisa de uma solução urgente sob pena de comprometer o trabalho que se tenta fazer no continente, onde se sacrificam milhões de portugueses.
Se a Madeira quer mais autonomia, então está na hora de se portar como gente grande, que é como quem diz, como se fosse um Estado independente, com direito a soberania periférica europeia do século XXI. Neste sentido, em vez do clássico Representante da República - cuja competência é, basicamente, a de figurante em nome do Chefe de Estado-, proponho o destacamento de uma Troika da República, com o objectivo de fazer exactamente aquilo que FMI, Comissão Europeia e União Europeia fizeram recentemente em Portugal. Ou Passos Coelho faz isso, com urgência, na Madeira, ou não tarda será Bruxelas a fazê-lo por iniciativa própria.

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