sexta-feira, 22 de julho de 2011

Reestruturação da dívida: quando o refém é captor daquele que o fez refém.

Parece que afinal não são só os gregos que são reféns dos credores; também estes são igualmente reféns de Atenas, Dublin e Lisboa e a prova disso está no facto de ter sido acordado um novo plano de pagamento da dívida não só no que à redução dos juros diz respeito, como também no prolongamento dos prazos: se o credor não quiser ficar com uma mão cheia de nada, na qual investiu valores astronómicos, não lhe resta outra solução se não a negociação. E quando digo negociação refiro-me a cedências de todas as partes envolvidas.
Fica o exemplo para todos os que governam para os mercados e se limitam a dizer Yes man!.

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