sábado, 23 de julho de 2011

O croquete na UE e a súbita penetração de agentes económicos nos Estados vulneráveis.

Nunca tive dúvidas sobre o papel desempenhado pelas agências de notação financeira, ressalvando sempre a questão de deixarem «os respectivos governos sem outra solução que não (i) adoptar políticas que interessam aos agentes económicos dos países que coordenam, ainda que indirectamente, estas campanhas - abdicando os visados da respectiva soberania ao permitirem, p.e., a tomada de controlo de sectores estratégicos por terceiros».
Também nunca hesitei relativamente ao facto de que a Alemanha só actuará no momento em que os seus interesses estiverem verdadeiramente em causa. A notícia de que o Estado pretenderá alienar 20,9% das acções da EDP à alemã RWE só comprova os dois raciocínios anteriores: quando Pedro Passos Coelho se desloca a Bruxelas não o faz para conviver e fazer novos amigos, antes a sua presença é aproveitada por outros líderes europeus para negociarem, informalmente, as concessões de Portugal em troca de ajuda externa, o mesmo acontecendo com Grécia, Irlanda e qualquer outro que vier a pedir auxílio.
Deste modo, acabam por surgir, com perfeita naturalidade, as notícias de potencial entrada de agentes económicos alemães em sectores estratégicos dos referidos países.

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