sexta-feira, 22 de julho de 2011

Alguns exemplos de bons e maus exemplos no Governo.

O Governo não padece de qualquer problema de identidade, mas podemos facilmente identificar um Governo de coligação composto por dois partidos com comportamentos distintos. Do lado dos menos bons, Pedro Passos Coelho, através da Caixa Geral de Depósitos, deu dois maus exemplos: aproveitar o momento de austeridade para reduzir encargos com salários no banco do Estado tinha tudo para ser visto como uma prova de mudança, não fosse o facto de ter aumentado o número de gestores de 7 para 11 e reduzido o número de executivos, criando ainda vagas para administradores não executivos - ou indivíduos que auferem salários elevados e ofensivos para os portugueses, quando comparado com a função que exercem: apenas participam em reuniões e convivem com os seus pares, não tendo poderes decisórios nem exercendo qualquer acto  de gestão. Mais acresce que a empresa terá agora dois presidentes - um executivo e um não executivo - sendo que a única empresa que segue o mesmo modelo é a TAP, com os resultados que se lhe conhecem (sem que o futuro seja animador).
Porém, tudo tem o seu lado bom. Aqui destaca-se Paulo Portas, sempre ele, que encara com bastante seriedade o périplo a três países da CPLP, aproveitando o momento para defender Portugal e os interesses nacionais, desta vez através da importância que a globalização da língua portuguesa representa para a projecção da Comunidade e, consequentemente, do país. Não estamos isolados e devemos aproveitar as relações com aqueles com quem mantemos laços privilegiados para criarmos um bloco coeso capaz de beneficiar os interesses de cada um dos seus membros. O circuito realizado por Portas só revela o quanto está atento à importância que a CPLP reveste para Portugal bem como ao lugar primordial que estes parceiros ocupam na hierarquia de prioridades do país.

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